Batata,
já não lembro do seu
rosto,
da sua barriga,
ou
uniforme.
Mas ontem me contaram que
você
subiu em uma árvore da
portaria
do
Parque do
Sabiá
e
se
enforcou.
Você costumava
perder
no
ping-pong
pra
mim.
e nós sempre jogávamos
na zaga.
o mundo segue horrível.
"o mundo jamais compreenderá a obliquidade dos bêbados
ou o mergulho dos suicidas".
deixa,
eu cubro a zaga
3 comentários:
Boa sorte pro batata...
A zaga não foi tudo que ficou pra trás.
algumas pessoas simplesmente não se atrevem a pensar em suicídio, basicamente porque sabem que teriam culhões suficientes para cometê-lo.
essas pessoas consideram egoístas os suicidas. Por isso jamais se atrevem a cogitar tal ato, porque teriam culhões suficientes para cometê-lo...
belo poema esse seu!
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