segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"...A vida é pouca
a vida é louca
mas não há senão ela.
E não te mataste, essa é a verdade.

Estás preso à vida como numa jaula.
Estamos todos presos
nesta jaula que Gagárin foi o primeiro a ver
de fora e nos dizer: é azul.
E já o sabíamos, tanto
que não te mataste e não vais
te matar
e aguentarás até o fim..."

Ferreira Gullar

sábado, 6 de fevereiro de 2010

quase pensado
quase passado
quase quanto

quase amigo
quase homem
quase amante

quase vivo
quase em mim
quase bêbado
quase um bocado

quase feliz
quase enfim

sábado, 30 de janeiro de 2010

http://fermatabreve.blogspot.com/2010/01/fe_26.html

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

o vento fresco e
o sol sobre os carros
e os carros sobre a ponte
e a tampa do
caixão
sobre a
ponte...

e o teu corpo
sobre o rio
camilla
e o rio sobre os campos
e os campos sobre o sol...

e o teu
encanto dissoluto
sobre o
silêncio
e o pranto...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Quando tenho 10 minutos com você
Me doou
e te dou riso
sorriso
paciência
conselhos
achismos
idéias
impressões
más impressões.

Te dou abraços
afagos
conforto.

Te falo do céu
do mel
do fel.

Em 10 minutos...
Te faço gostar
ou não!
E se 10 minutos não forem o bastante
pedirei mais.
Ou
Acharei que só fiquei 10 minutos com você.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

bêbado às 13:00h
falando
sobre
ter um
emprego
medíocre.

Amigo
"é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por quê é que é."
[(Guimarães Rosa)

este é um poema pra
você
diego

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Eu quero
Tú queres
Ele quer
Mas... ninguém quer que você queira.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

fezes

fases

fezes
você é chamado
de
lerdo.

isso não é nada poético.

e humilhado.
isso é um pouco poético.

você acorda cedo
você bebe sua
pinga de $5,50 a garrafa com 700ml

você pesa mais que um poema inteiro...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hoje,
A dificuldade que encontro
É o contrário do que considerei ser certo
remar contra a maré.

Fiz tudo para gravar-te em mim
Agora,
Quero apagar.
Tudo que fiz só com você
Pra te eternizar
me machuca
me faz agonizar diante do espelho.

Mas se hoje choro,
choro sua morte,
choro meu nascer, choro meu (des)gostar.

Sem você,
mas,
mais forte
Sigo em frente
e as canções "pra você viver mais"
desejadas
deletérias
ja foram deletadas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Releitura (Matsuô Bashô)

Noite sem lua ou estrelas
o bebedor de pinga com limão e acerola
bebe sozinho.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Eu(?)
estou aqui!!!
também....
.
.
.
Não venha querer classificar em denotativo ou conotativo.(...).
(Queria repetir o ponto final)

sábado, 22 de agosto de 2009

A sara

eu deveria ter feito trovador
e cantado
"ca ja moiro por vós - e ai
mia senhor branca e vermelha,"
na primeira cantiga de amor

e levado seu nome
à sombra do alto cedro na campina
antes de Gonzaga.

eu deveria ter
morrido de amor
declamando
"Ah! vem, pálida virgem, se tens pena
De quem morre por ti, e morre amando,".

eu deveria ter escrito
"meu porquinho da índia"
antes de Bandeira.

levantado solenemente a
estrofe de mil dedos
e jurado firme
fiel
e verdadeiramente
o amor
ante as rugas,
e a distância,
antes de
Maiakovski.

eu deveria ter lhe escrito
em frânces
que l'amour c'est la vie.

roubado um haikai
de Matsuô Bashô
e perguntado sem resposta de qual
árvore florida
chegava
seu perfume...

deveria ter
descrito:
minha deusa de quase um metro e oitenta!

eu deveria saber
antes de Leminski
"da tua falta
que já arrasto por aí
que faz que vai
mas volta
no meio da ida e da vinda".

deveria ter
encarcerado a poesia
e tresloucado
ouvido e entendido
as estrelas.

deveria ter lhe escrito milhares de cartas
desesperadas
e
feito
de cada verso
um poema de amor...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

o medo

terça-feira, 11 de agosto de 2009

domingo, 9 de agosto de 2009

LULA

Não comamos a lula.
a lula pode ser um prato indigesto.
comamos comida caseira.
você nunca sabe que parte da lula pode estar podre.
ninguém sabe.
ninguem vê.
ninguém soube.
ninguém viu.
Então não comamos a lula.
Afaste a lula para o lado
direito
do prato.
E comamos verdura!

sábado, 8 de agosto de 2009

Carol,
perdão por não escrever
nada melhor
mas seu poema
simples
como silêncio de alguns versos
do meu sonho


só lembro


carolina
carolina
carolina

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

poema incompleto




quinta-feira, 30 de julho de 2009





sábado, 25 de julho de 2009



sexta-feira, 24 de julho de 2009

gente gente gente
tem tanta gente
bib e um ar ufa
vrum venoso caralho
sol quente
mais gente
e uma moeda que é pra mo di clac nois meia hora comê
perdão senh...
por um real fon
abriu... vai pra esqu... oooooh
fecha as inferno 3
mais quente
gente gente gente
gente gente gente
gente gente gente gente gente gente
gente gente gente gente gente gente
gente gente gente gente gente gente

gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente gente

quarta-feira, 8 de julho de 2009

(excluído pelo autor)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

tem remédio
pras dô
da vida dotô?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

filhos orfãos da pátria!

essa
grande puta que
pariu
lulas
e sanguessugas

de tetas enormes
de filhos esporozoários
de boceta ainda maior

e o coração complacente
adotou
a democracia
desmistificada
do demo

filhos orfãos da pátria...
gentil
muda
miúda...

domingo, 28 de junho de 2009

(excluído pelo autor)

domingo, 7 de junho de 2009

11:00p.m
o ônibus não parou
para o louco

o ônibus
de 11:00p.m
só para para algumas espécies de loucos

não para os loucos
de cabeça
que carregam carteira de gratuidade
e que o eufemismo tornou especiais

ainda dizem que Deus
mora dentro dos homens... e dos não-homens

"eles gritam!"

isso meu Deus,
me faz sofrer tanto!
que nem sinto

o amor
ferida que dói e não se sente

nem sinto...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Deus, não deixe
que eu morra sem beber com o meu avô

sem o abraço pesado...



meu silêncio



é amor...

NO MEIO DO CAMINHO (variação)

nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas
nunca me esquecerei
que no meio do caminho
tinha a mais linda mulher...

domingo, 24 de maio de 2009

peço perdão amigo
se tenho (des)feito ausente

não é caso de amor pouco
tampouco de esquecimento

peço perdão amigo

o amor que trago comigo
jánãosabeondeéamorondeépeito...

desgosto

domingo
de um maio
desgastado

querer enfiar um martelo no cu do vizinho burguês desgraçado me faz perder toda a beleza]

da poesia!

quarta-feira, 20 de maio de 2009




sexta-feira, 24 de abril de 2009

que a tristeza
de cada dia

se faça poesia...

Amém!

domingo, 22 de março de 2009

eu queria um abraço
um laço
eu queria um pedaço
tudo
e depois o bagaço

eu queria
um mundo
fecundo
eu queria ir a fundo
vagabundo

eu queria
um poema vadio
vazio
eu queria calor

eu queria a morte
a pinga
mais sono
menos mundo
mais amor

eu queria
a poesia
incompleta
analfabeta
eu queria a moça...
eu queria
a força...

eu queria
menos dor...

quinta-feira, 19 de março de 2009



(http://fermatabreve.blogspot.com/)

quarta-feira, 18 de março de 2009

vida vai vida vem
vivinho
viro um copo de vinho!

haikai

o vento bate,
tarde
tristeza pungente...

terça-feira, 17 de março de 2009




sábado, 14 de março de 2009

a vida,

um "pourquoi"
sem "parce que"?

é...

je ne sais pas!

sexta-feira, 6 de março de 2009

conspiração
olhos tortos tantos cantos
delação
solidão
loucura?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

sábado, 21 de fevereiro de 2009

RESPOSTA A MANUEL BANDEIRA

Belo belo belo,
Tenho quase tudo quanto quero.

- Quem não quer a delícia de poder sentir as coisas mais simples?
Mas sou exigente
Quero amar,
Quero ser amado,
e aproveitar a dádiva de um anjo.

Quero contar que o segredo grande da noite é o dia, a aurora.

Belo belo belo,
Tenho quase tudo quanto quero.

Manuel

Mano!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

poema decepcionante

AS SEM RAZÕES POÉTICAS

Não conheçi Oswald, Ronald ou Mário de Andrade
Não gostei de português
Não aprendi gramática
Não nasci em Itabira
Não tive tuberculose, falta de perna, pé ou parente
Não viajei mundo afora
Não ouvi boa música
Não vivi ditadura
Não tive amor ausente
Não aprendi com o sertão
Não me fiz médico, engenheiro ou advogado
Não li Maiakovski e outros tantos
Não rimei
Não me fiz poeta

Não fiz parte do mundo...

política agrária

Plante cana, meu bem!
Sem arroz nem feijão
Sem carne
Sem um tostão.
Tem rapadura pro almoço.

E cachaça!

Encha o tanque
E VÁ CORTAR CANA!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009



sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

teu cheiro
é vontade.
poesia
do teu sorriso gostoso
que insisto escrever com z.

é o teu olhar pequeno
tão pequeno
que não cabe sequer um coração apertado
perturbado
de apego
de apelo
de... saudade

teu cheiro
me lembra
abraço

roupa passada
terra molhada
flor de primavera...

teu cheiro
nas minhas mãos...

é o fôlego
pra sua falta
é o suave sol da manhã...

teu cheiro é a sua pele...
seus beijos
e você
em mim!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

IN(CONFIDÊNCIA) MINEIRA

caro Drummond de Andrade!
nesta cidade de Minas
de seiscentos mil habitantes
nem um só amigo...
nem calado nem falante
nem próximo nem distante.
eu que precisava tanto...

a Bruxa
a espantosa solidão...
esta cidade de Minas...

a mim bastava um amigo
que não conhecesse Horácio.
mas a essa hora tardia,
estou sozinho no quarto,
e faz frio
o vento que vem de Itabira!

de seiscentos mil habitantes
onde encontrar amigo?

onde está quem aniquilasse as horas e o carinho terno que tenho a ofereçer?

de seiscentos mil habitantes...
não há companheiros
não há quem me escute.
o que sinto
caro Drummond de Andrade!
é a Bruxa...

...meuamoréilimitadosempontoexclamaçãosemnexosparagraforimaes








[trofepoeticamentepensadomeuamoré...

domingo, 18 de janeiro de 2009



sábado, 17 de janeiro de 2009



tempo



terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O AMOR...

A sara

O amor pra mim é mais do que estar no mundo.
É mais do que morar no outro.
É entrega absurda e inconsequente
É ser louco e beber da loucura do amor
É ser na ausencia saudade
e nos momentos ausentes espera.

O amor pra mim é muito mais infinito
do que enquanto dure.
Mas que dure pra sempre!

O amor pra mim é bálsamo
do que não se divide.
É tristeza dispersa.
Alegria pungente.
O amor pra mim é insano.

O amor pra mim é a fé dos fanáticos
escondida no coração dos céticos.
É o inexorável
rotacionar dos astros.
É a flor branca
esquecida.
O milagre.
A multidão.

O amor pra mim é não escrever.
É passar pelos mortos
e ter um único instante de vida.

É um sorriso
Meio olhar
Meu olhar
Seu olhar

É o que vale a pena!
canto mudo
canto imundo

o mundo

desencanto!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009



domingo, 11 de janeiro de 2009

minha poesia
é cão vagabundo
sem dono
sem rima

sem solução...

é um bêbado
a espera do carote
da pinga
do asfalto
do escárnio...

e do vômito sentimental

do estigma.


minha poesia

não sentir nada!"
um
dia.

.

A UMA AMIGA

Eu te amo como se ama as coisas mais simples e mais belas,
como se ama tudo que deveria se amar,
como as coisas deveriam ser e não são.
Eu te amo como a nódoa da ausência e do esquecimento,
como a dor impingida.
Eu te amo com amor exíguo
excruciado pela sua ausência.
Eu te amo como a flor da goiabeira, a borboleta e o livro que não te dei.
(como o "ainda" que não serviu no verso)

e como os versos que não escrevi...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

no âmago
um mundo
imundo

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Canção do Exílio (releitura)

Feliz o poeta
da terra com palmeiras onde
canta o sabiá.

Na minha terra o sabiá morreu de fome
pela falta de palmeiras.
O poeta não tem dinheiro para exilar-se
e tampouco se fez poeta.

Minha terra tem muita estrela no céu,
mas isso é de graça
e não mata a fome dos pássaros que gorgeiam por lá.
eu vi
o céu
sara
tão seu
tão claro
tão raro

eu vi
sara
o céu
tão belo
tão branco
tão breve

eu vi
o céu
sara

só vi

o céu!

achados no google

saudade:
"solitas, solitatis" -solidão-
na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade"

pela botânica:
saudades-brancas, que aparecem nos campos e nas vinhas do Sul de Portugal; suspiros-brancos-do-monte, saudades-perpétuas

"Altahmam" -um tipo de tristeza profunda-

"Selathirupavar" -palavra usada para definir um certo tipo de ausência não-autorizada frente a...-






vc?

"alive"

noite nenhuma
tudo escrito
há poucas horas.

pouco

o mundo está repleto de poucas
coisas
algumas
últimas

palavras


isoladas

nenhum
vazio
pra onde
(se esconde)?